Na tarifa convencional, o quilowatt-hora custa o mesmo a qualquer hora do dia. Na Tarifa Branca, o preço muda conforme o horário: é mais caro quando o sistema elétrico está mais carregado e mais barato no resto do tempo. Hoje ela é opcional, mas a ANEEL discute aplicá-la automaticamente a parte dos consumidores.
Quem pode aderir
Segundo a ANEEL, a Tarifa Branca é uma opção para as unidades atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts), o chamado Grupo B:
- residencial (subgrupo B1);
- rural (subgrupo B2);
- industrial, comércio, serviços, serviço público, poder público e consumo próprio (subgrupo B3).
Ela não está disponível para a subclasse Residencial Baixa Renda que recebe benefício tarifário nem para a iluminação pública (subgrupo B4).
Os três horários
Nos dias úteis, a Tarifa Branca tem três valores:
- Ponta: a tarifa mais cara, no período de maior demanda;
- Intermediário: um valor de transição, logo antes e logo depois da ponta;
- Fora de ponta: a tarifa mais barata, no restante do dia.
Nos fins de semana e feriados nacionais, vale sempre a tarifa fora de ponta. Os horários exatos de cada posto são definidos para cada distribuidora e podem ser consultados no site da ANEEL.
Para quem compensa
A tarifa fora de ponta é mais barata que a convencional, e a de ponta é mais cara. Por isso, a Tarifa Branca tende a valer a pena para quem consegue concentrar o consumo fora do horário de ponta nos dias úteis e nos fins de semana: lavar e passar roupa, usar o chuveiro elétrico e ligar outros aparelhos de maior consumo fora dos horários mais caros.
Para quem não consegue mudar a rotina, a conta pode ficar mais cara. Antes de aderir, vale comparar os valores da sua distribuidora com o seu padrão de consumo.
Como aderir e como voltar
Quem quiser aderir deve procurar a distribuidora, que tem até 30 dias para trocar o medidor. A ANEEL informa que, se o consumidor mudar de ideia, é possível voltar à Tarifa Convencional em até 30 dias.
O que a ANEEL estuda mudar
Em dezembro de 2025, a ANEEL abriu a Consulta Pública nº 46/2025, com contribuições até 9 de março de 2026. A proposta é aplicar a tarifa horária automaticamente às unidades de baixa tensão com consumo igual ou superior a 1.000 kWh por mês, o que alcançaria cerca de 2,5 milhões de unidades consumidoras, como residências de maior consumo, comércios e propriedades rurais.
Alguns pontos dessa discussão:
- a análise de impacto da ANEEL projetava a aplicação automática até o fim de 2026;
- especialistas defenderam, em workshop da agência, o modelo de inclusão automática com possibilidade de saída (opt-out);
- a diretoria da ANEEL incluiu na consulta uma avaliação específica dos efeitos para quem tem micro e minigeração distribuída.
Até a publicação deste texto, a ANEEL não havia divulgado a decisão final sobre a consulta. Para quem consome menos de 1.000 kWh por mês, a proposta não muda nada: a adesão continua opcional.
Outra forma de economizar, sem mudar a rotina
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