O medidor de energia da sua casa deve mudar nos próximos anos. A ANEEL está definindo, na Consulta Pública nº 1/2026, os requisitos mínimos dos medidores inteligentes para os consumidores de baixa tensão: residências, pequenos comércios e demais unidades do Grupo B.
O que já foi definido
A primeira fase da consulta, que teve contribuições de 53 participantes, consolidou algumas definições. Entre elas, a obrigatoriedade de registrar:
- dados de consumo e de injeção de energia, incluindo os consumidores com micro e minigeração distribuída, como quem tem energia solar;
- informações sobre potência e tensão;
- interrupções no fornecimento e indicadores de qualidade.
O que está proposto na segunda fase
A segunda fase colocou em discussão uma proposta de resolução que altera os Procedimentos de Distribuição (PRODIST) e a Resolução Normativa nº 1.000/2021. Pela proposta, o sistema de medição inteligente terá quatro partes integradas: o medidor, uma interface de comunicação com o consumidor, o sistema de comunicação de dados e o sistema de gestão das informações.
Os novos medidores deverão ter, entre outros recursos:
- atualização remota;
- corte e religamento à distância;
- detecção automática de interrupções;
- sincronismo de tempo, base para tarifas que variam conforme o horário.
A proposta também prevê que as distribuidoras ofereçam acesso digital aos dados de consumo, geração e qualidade do fornecimento, com prazo inicial de até 24 horas depois da coleta. A consulta discute ainda funcionalidades para modalidades como o pré-pagamento de energia.
Quando chega à minha casa
Ainda não há data. As contribuições da segunda fase foram até 14 de agosto, e a decisão estava prevista para o segundo semestre de 2026, dentro da Agenda Regulatória da ANEEL. Só depois da regra aprovada é que as distribuidoras terão obrigações e prazos de instalação.
Por que isso importa
O medidor inteligente é a base para tarifas que variam conforme o horário, como a Tarifa Branca, e para a abertura do mercado livre de energia. O Decreto nº 13.097/2026, que regulamenta essa abertura, garante que a troca do medidor não impede a migração e permite ao consumidor pedir um medidor inteligente, arcando com o custo da troca.
Para quem usa energia solar, ter consumo e injeção registrados com detalhe e disponíveis em até um dia facilita conferir a compensação dos créditos.
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